O apresentador Tatá Marques, do programa O Povo na TV, exibido pela afiliada do SBT em Mato Grosso do Sul, fez duras críticas ao programa Gás do Povo, lançado recentemente pelo Governo Federal. A iniciativa prevê a distribuição gratuita de botijões de gás para cerca de 15 milhões de famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 759), priorizando beneficiários do Bolsa Família.
Tatá Marques classificou o projeto como uma “esmola” e acusou o governo de usar o benefício como ferramenta de dependência política, mantendo famílias presas a um ciclo de pobreza.
“Se eu fosse um apresentador burro, eu ia elogiar o programa. Isso é uma esmola perto do que o governo fatura de impostos. É uma maneira de aprisionar a família, de dizer: você é pobre e assim ficará, porque eu vou te dar gás”, afirmou ao vivo.
O comunicador sugeriu que os recursos seriam melhor utilizados em educação e capacitação profissional, em vez de benefícios diretos que perpetuam a dependência:
“Isso é curral eleitoral, aonde eles entregam o assistencialismo em troca de voto. Por que não investe em educação num nível de formação, pelo menos técnica, para empregar esse povo todo e não deixá-los dependendo de vale gás, vale renda, vale o diabo?”, questionou.
Tatá reforçou ainda que o programa transforma o assistencialismo em instrumento de escravidão política, e acusou o governo de antecipar campanha eleitoral com o benefício:
“Você aprisiona essas pessoas de uma maneira que vão passar a eternidade com o pires na mão. A nação é que tem que se sustentar e o governo tem que parar de roubar. É isso que tem que acontecer”, concluiu.
Até o momento, o Governo Federal não se manifestou sobre as declarações do apresentador.
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