A Advocacia-Geral da União (AGU) notificou a Polícia Federal (PF) para investigar supostas “notícias falsas, desinformação e mentiras” relacionadas à portaria da Receita Federal que previa o monitoramento ampliado de transações realizadas via Pix.
Em publicação no perfil oficial CanalGov no X (antigo Twitter), o advogado-geral da União, Jorge Messias, declarou: “Agiram contra a economia popular”. A medida é vista como uma tentativa de conter a disseminação de informações enganosas que, segundo o governo, teriam gerado pânico entre a população.
Revogação após pressão popular
A decisão do governo de revogar a portaria foi anunciada nesta quarta-feira (15/1), em meio à forte repercussão negativa e críticas de diferentes setores da sociedade. Robinson Barreirinhas, secretário da Receita Federal, afirmou que o ato será revogado para evitar maiores prejuízos à população.
O secretário alegou que existem “pessoas inescrupulosas” que distorceram o ato normativo da Receita Federal:
“Prejudicando muita gente no Brasil, milhões de pessoas, causando pânico principalmente na população mais humilde”.
Repercussão nas redes
O tema foi amplamente explorado por opositores ao governo, destacando-se o deputado federal Nikolas Ferreira (PL). Em vídeo publicado nas redes sociais, Nikolas levantou dúvidas sobre a intenção do governo em relação à tributação do Pix, acumulando mais de 200 milhões de visualizações.
“É bom lembrar que a comprinha da China não seria taxada, e foi; não ia ter sigilo, mas teve; você ia ser isento do Imposto de Renda, não vai mais; ia ter picanha, não teve. O Pix não será taxado, mas eu não duvido que possa ser.”, afirmou Nikolas.
Após o anúncio da revogação, o deputado comemorou nas redes sociais, reforçando sua crítica às propostas do governo.
Contexto e impacto
A revogação da portaria e as ações da AGU refletem o impacto da opinião pública e a influência das redes sociais em pautas econômicas e políticas. Enquanto o governo tenta se reposicionar para evitar desgastes, o episódio levanta debates sobre os limites entre fiscalização financeira e preservação do sigilo e da confiança dos cidadãos.
*Com informações do O Antagonista.



