Seis advogados foram presos durante a Operação Entre Lobos, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) em cinco estados brasileiros. A ação investiga uma organização criminosa suspeita de lesar mais de mil idosos por meio de fraudes envolvendo cessão de créditos judiciais. Ao todo, 13 mandados de prisão e 35 de busca e apreensão foram cumpridos, e a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 32 milhões em contas bancárias.
As investigações, conduzidas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), apontam que os suspeitos usavam institutos de fachada e abordagens enganosas para convencer aposentados a cederem valores de processos judiciais por quantias muito inferiores às devidas. Documentos revelam que menos de 10% dos valores conquistados na Justiça eram repassados às vítimas. Em um dos casos, uma indenização de R$ 146 mil resultou em apenas R$ 2,5 mil pagos à vítima.
Além da suspeita de formação de quadrilha, os investigados devem responder por estelionato, lavagem de dinheiro e patrocínio infiel — quando um advogado age contra os interesses do próprio cliente. A OAB acompanhou as diligências nos escritórios dos acusados, conforme as prerrogativas da profissão. O MPSC disponibilizou canais de atendimento para possíveis novas vítimas, por telefone, e-mail e WhatsApp.
As informações são do portal Pleno News.



