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Gaeco aponta R$ 1,6 milhão em transações suspeitas em investigação sobre desvio de drogas

Delegado Hoffman d’Ávila, quando ainda era titular da Denar. (Henrique Arakaki-Arquivo)

A denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) aponta movimentações financeiras de R$ 1,63 milhão que teriam relação com um suposto esquema de desvio de drogas apreendidas na Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), em Mato Grosso do Sul. A investigação integra a Operação Infiltrados, que levou à prisão do delegado afastado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa. Ao todo, 23 pessoas foram denunciadas por suspeitas de participação em crimes como organização criminosa, corrupção, tráfico de drogas, peculato e lavagem de dinheiro. O Ministério Público pede a condenação dos acusados e o pagamento de R$ 10 milhões.

Segundo o Gaeco, 21 operações financeiras realizadas por duas investigadas, entre maio e outubro de 2024, somaram R$ 1.632.604,32. Os valores teriam beneficiado o traficante Lucas da Silva dos Santos, conhecido como LK, e a empresa L R Obras e Construções. A acusação sustenta que recursos do suposto esquema circularam por contas de terceiros e que parte do dinheiro teria sido sacada para pagamentos a policiais civis. A denúncia também questiona a evolução patrimonial de Hoffman, cujos bens e direitos declarados passaram de R$ 374 mil, em 2023, para R$ 1,22 milhão, em 2025, enquanto as dívidas declaradas subiram de R$ 274,8 mil para R$ 1,36 milhão.

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Entre os pontos levantados pela investigação estão a compra de um terreno no condomínio Alphaville I por R$ 400 mil, pagos em espécie, e o uso de outros R$ 75 mil em dinheiro vivo na aquisição de um Honda HR-V 2025. Planilhas encontradas nos dados do delegado indicariam gastos superiores a R$ 1,6 milhão com o acabamento da residência em construção. Hoffman afirmou ter recebido um empréstimo de R$ 750 mil de um amigo, em Goiânia, mas, segundo a denúncia, não apresentou comprovação da operação. O Gaeco também identificou R$ 436.752 em créditos recebidos pelo delegado e pela esposa, com identificação ausente ou considerada insuficiente dos depositantes. A defesa nega a participação direta de Hoffman nos crimes e afirma que as provas serão contestadas durante o processo judicial, com a expectativa de demonstrar sua inocência.

Com informações do portal MídiaMax.