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Expansão da agroindústria eleva preços de terras em Três Lagoas

Ilustrativa

A expansão da agroindústria e as expectativas de melhorias na infraestrutura contribuíram para a valorização das terras na região de Três Lagoas, no Vale da Celulose. Segundo levantamento da Scot Consultoria, o preço médio das áreas destinadas à pastagem chegou a R$ 24,8 mil por hectare no quadrimestre de agosto a novembro de 2026, alta de 16,4% em relação ao período anterior e de 13,8% na comparação anual. O valor ficou acima da média estadual, estimada em R$ 20,71 mil por hectare.

Nas propriedades com aptidão agrícola, consideradas mais preparadas para o cultivo de lavouras, o preço médio em Três Lagoas alcançou R$ 55,1 mil por hectare, crescimento de 4,8% ante o quadrimestre anterior e de 9,3% em relação ao mesmo período de 2025. De acordo com o engenheiro agrônomo Gustavo Duprat, da Scot Consultoria, o avanço da indústria de celulose em municípios como Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo aumentou a procura por imóveis rurais, inclusive áreas de menor valor e aptidão agrícola. Em Dourados, algumas propriedades voltadas à agricultura chegam a R$ 220 mil por hectare.

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No conjunto de Mato Grosso do Sul, o preço médio das terras agrícolas ficou em R$ 47,47 mil por hectare, enquanto as áreas de pastagem registraram média de R$ 20,71 mil. Além da agroindústria, a expansão da citricultura e da cana-de-açúcar influencia os preços, assim como as perspectivas relacionadas à Rota da Celulose e à Rota Bioceânica. Apesar dos juros elevados, do crédito mais restrito e da menor valorização de algumas commodities, a consultoria aponta que os preços dos imóveis rurais no Estado permanecem firmes.

Com informações do portal CG News.