O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou as articulações com o Congresso para tentar avançar com pautas consideradas prioritárias pelo governo antes do período eleitoral. Com Câmara e Senado próximos de reduzir o ritmo das votações, Lula se reuniu com os presidentes das duas Casas, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), para alinhar uma agenda que possa ser retomada após as eleições sem a necessidade de começar novas negociações do zero.
Entre os assuntos discutidos estão o fim da escala 6×1, a PEC da Segurança Pública, a redução do Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50, o marco dos minerais críticos e o Redata, programa de incentivos fiscais para data centers. Parte da agenda avançou no esforço concentrado da semana passada, com a aprovação do Redata, da política para minerais críticos e da medida que altera a tributação das compras internacionais. Outras propostas, porém, ficaram para depois das eleições, entre elas o fim da escala 6×1, que ainda não reúne, segundo o próprio governo, segurança suficiente de votos para aprovação no Senado.
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A movimentação ocorre em um ambiente no qual pautas de forte apelo social e econômico também podem ganhar peso no debate eleitoral. Ao tentar deixar acordos previamente estabelecidos com as presidências da Câmara e do Senado, o Planalto busca preservar espaço para suas prioridades e evitar que a retomada dos trabalhos seja marcada por uma nova rodada de negociações com o Centrão. O cenário, no entanto, poderá mudar após as urnas, com parlamentares eleitos ou derrotados e partidos já voltados à disputa por espaços na próxima legislatura e na composição do Congresso de 2027.
As informações são do portal Metrópoles.



