Os Estados Unidos propuseram a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros após uma investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). O relatório concluiu que o Brasil não possui mecanismos legais considerados suficientes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado, o que, na avaliação americana, pode gerar concorrência desleal no comércio internacional.
O documento cita a cadeia da pecuária bovina entre os setores analisados e menciona casos de produtores rurais incluídos na Lista Suja do Trabalho Escravo. Também destaca o crescimento das exportações brasileiras de carne bovina para a China na última década, apontando que o volume vendido pelo Brasil superou o dos Estados Unidos no mercado chinês. Além disso, a investigação avaliou importações e exportações envolvendo produtos como algodão, arroz, tabaco e outros insumos.
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Em resposta, o governo brasileiro afirmou que mantém compromissos internacionais de combate ao trabalho forçado e dispõe de instrumentos de fiscalização reconhecidos globalmente, como a Lista Suja do Trabalho Escravo. O Ministério das Relações Exteriores argumentou que eventuais sanções seriam desproporcionais e ressaltou que o país adota medidas para identificar e combater práticas de trabalho análogo à escravidão em suas cadeias produtivas.
As informações são do portal Metrópoles.



