A rede pública de saúde de Campo Grande acumula uma dívida de aproximadamente R$ 197,6 milhões, segundo investigação conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). O órgão apura atrasos nos pagamentos feitos pela prefeitura a empresas responsáveis pelo fornecimento de medicamentos, insumos e materiais hospitalares utilizados nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS).
Conforme dados levantados pelo MPMS no Sistema Integrado de Planejamento, Finanças, Contabilidade e Controle (Sicont), entre janeiro de 2021 e fevereiro de 2026 foram registrados R$ 285,8 milhões em restos a pagar na área da saúde. Desse total, cerca de R$ 88,2 milhões foram quitados, enquanto o valor restante permanece pendente. O Ministério Público informou ainda que alguns fornecedores relatam estar há mais de 500 dias sem receber pelos serviços prestados.
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A investigação é acompanhada pela 76ª Promotoria de Justiça, que também identificou mais de R$ 5 milhões em débitos apenas com empresas fornecedoras de medicamentos e materiais hospitalares neste ano. O MPMS solicitou esclarecimentos à Prefeitura de Campo Grande sobre os pagamentos em atraso, a previsão de quitação das dívidas e a utilização de um crédito suplementar de R$ 27 milhões destinado ao Fundo Municipal de Saúde. Até o momento, a prefeitura não havia se manifestado oficialmente sobre o caso.
As informações são do portal G1.



