A quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, apontou quatro transferências realizadas por ele para Marianne Gondim Lima, atual secretária-executiva da Secretaria de Direitos Humanos do governo do Ceará. Os dados foram obtidos pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI), que teve acesso aos registros financeiros durante as investigações em andamento.
Segundo os documentos, as transferências ocorreram em 2025. A primeira foi feita em 10 de fevereiro, no valor de R$ 2 mil, seguida por outra de R$ 800 no dia 11 do mesmo mês. Posteriormente, houve um repasse de R$ 500 em 11 de agosto e uma última transferência de R$ 2 mil em 15 de dezembro. De acordo com o Portal da Transparência do estado, Marianne foi nomeada para o cargo no governo do Ceará, administrado por Elmano de Freitas, em 2 de dezembro de 2025.
Pessoas próximas à secretária afirmaram que ela e Lulinha mantêm amizade há anos e que os valores estariam relacionados a assuntos pessoais. Os registros analisados pela CPMI também indicam que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva movimentou cerca de R$ 19 milhões entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026 em contas no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal.
Metrópoles.



