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Pix passa a adotar nova ferramenta para ampliar devolução de valores em casos de fraude

Imagem: Diego Thomazini/ Shutterstock

Entra em vigor nesta segunda-feira (2) uma nova etapa de segurança do Pix. Todos os bancos passam a ser obrigados a adotar o MED 2.0, versão ampliada do Mecanismo Especial de Devolução criado pelo Banco Central para fortalecer o combate a fraudes, golpes e transferências indevidas no sistema de pagamentos instantâneos.

A principal mudança é a possibilidade de rastrear o percurso do dinheiro por várias contas, e não apenas pela conta que recebeu inicialmente o valor. Com isso, as instituições financeiras podem bloquear recursos em contas intermediárias usadas pelos golpistas e devolver o dinheiro à vítima em até 11 dias após a contestação. Antes, o bloqueio se limitava ao primeiro recebedor, o que dificultava a recuperação quando os valores eram rapidamente transferidos.

A contestação deve ser feita pelo próprio aplicativo do banco, em um botão específico, sem necessidade de atendimento direto. Os bancos envolvidos têm até sete dias para analisar o caso e, se a fraude for confirmada, a devolução ocorre dentro do prazo previsto. O mecanismo se aplica apenas a situações de fraude, golpe ou coerção, não incluindo erros de digitação ou desacordos comerciais. Segundo o Banco Central, a ampliação do MED busca aumentar a segurança do Pix sem comprometer a rapidez do sistema, hoje o meio de pagamento mais utilizado no país.

As informações são do portal Enfoque MS.