Após vencer o Globo de Ouro 2026 na categoria Melhor Ator em Filme de Drama, pela atuação em O Agente Secreto, o ator Wagner Moura usou a coletiva de imprensa da premiação para fazer críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante a fala, o artista afirmou que o Brasil precisa “continuar fazendo filmes sobre a ditadura” e classificou o período entre 2018 e 2022 como marcado por um “presidente de extrema-direita/fascista”.
Segundo Wagner Moura, os efeitos do regime militar ainda são sentidos no país e permanecem presentes na sociedade brasileira.
“A ditadura ainda é uma cicatriz aberta na vida brasileira. Isso aconteceu há apenas 50 anos. Nós recentemente tivemos, de 2018 a 2022, um presidente de extrema-direita/fascista, que é uma manifestação física dos ecos da ditadura. Então, a ditadura ainda está muito presente no cotidiano brasileiro”, declarou o ator.
Sobre o Globo de Ouro
O filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, venceu duas das três categorias em que concorria no Globo de Ouro, realizado na noite deste domingo (11), em Los Angeles, nos Estados Unidos. A produção levou os prêmios de Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama, com Wagner Moura.
O longa, no entanto, não conquistou o prêmio de Melhor Filme de Drama, que ficou com Hamnet.
O anúncio de Melhor Filme em Língua Não Inglesa foi feito pelos atores Orlando Bloom e Minnie Driver. Na disputa, O Agente Secreto superou produções de cinco países: Valor Sentimental (Noruega), Sirât (Espanha), A Única Saída (Coreia do Sul), A Voz de Hind Rajab (Tunísia) e Foi Apenas um Acidente (França).
Ao receber a estatueta, Kleber Mendonça Filho iniciou o discurso fazendo uma saudação ao Brasil.
“Eu quero dar um alô ao Brasil: alô, Brasil. Obrigado, Wagner Moura. As melhores coisas acontecem quando você tem um grande ator e um grande amigo. Eu dedico esse filme aos jovens cineastas. Esse é um grande momento”, afirmou o diretor.



