A descoberta, em Portugal, de um passaporte que teria pertencido a Eliza Samudio reacendeu dúvidas sobre a autenticidade do documento e levantou até especulações sobre uma possibilidade remota de a modelo estar viva e morando na Europa desde 2010, ano em que foi dada como morta, em um crime atribuído ao ex-goleiro Bruno Fernandes.
De acordo com informações do consulado brasileiro em Portugal, o passaporte encontrado consta como perdido. O documento apresenta apenas o carimbo de entrada no país, já que Eliza teria deixado o território português utilizando um documento provisório emitido pelas autoridades locais. Ao retornar ao Brasil, ela solicitou a segunda via do passaporte, pois tinha interesse e razões para voltar à Europa.
Registros oficiais indicam que Eliza entrou pela primeira vez na Europa por Lisboa em 1º de maio de 2007. O passaporte havia sido emitido um ano antes por um posto da Polícia Federal em São Paulo, onde ela residia e trabalhava como recepcionista em eventos esportivos.
À época, o motivo da viagem seria conhecer o jogador Cristiano Ronaldo. Em entrevista concedida ao jornal EXTRA em 2009, poucos dias após revelar que estava grávida de um filho do então goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, Eliza afirmou que ela e o atacante português teriam vivido um breve relacionamento durante a passagem pela Europa.
Apesar das especulações geradas pela reaparição do documento, autoridades reforçam que não há qualquer indício concreto que contrarie a conclusão oficial do caso, encerrado pela Justiça brasileira.



