A coleta de assinaturas para a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master vem avançando no Congresso Nacional. Segundo divulgado pelo deputado federal Carlos Jordy, em cinco dias, o requerimento já alcançou 106 assinaturas, restando ainda 92 apoios — 76 na Câmara dos Deputados e 16 no Senado — para atingir o mínimo necessário à instalação.
A CPMI tem como objetivo investigar possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master e esclarecer questionamentos sobre atividades financeiras que resultaram na liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central.
Segundo lista divulgada, entre os parlamentares de Mato Grosso do Sul, Marcos Pollon e Rodolfo Nogueira e Dr. Luiz Ovando já assinaram o requerimento. Já Beto Pereira, Camila Jara, Dagoberto Nogueira, Geraldo Resende e Vander Loubet não aparecem entre os que aderiram até o momento.
O caso ganhou repercussão nacional nos últimos dias com uma série de acontecimentos que envolvem o banco, seus controladores e autoridades:
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A Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para investigar supostas fraudes na emissão e negociação de títulos de crédito sem lastro, levou à prisão temporária de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e de outros investigados, antes da liquidação da instituição pelo Banco Central.
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Reportagens têm relatado que o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve um contrato com o Banco Master que previa pagamentos que totalizariam até R$ 129 milhões ao longo de três anos. A informação foi apreendida pela Polícia Federal durante a operação e está sendo citada na imprensa como um dos pontos que motivam pedidos de maior transparência e investigação.
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O ministro Dias Toffoli, também do STF e relator da investigação no âmbito da Corte, determinou diligências e a realização de acareações entre Vorcaro, um diretor do Banco Central e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) no processo que tramita sob sigilo no Supremo.
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Decisões de Toffoli relacionadas à condução da investigação — inclusive a escolha de manter a tramitação no STF — têm sido alvo de críticas na imprensa e no Congresso, que veem nelas implicações políticas e jurídicas importantes para o caso.
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Além disso, a imprensa noticiou que Toffoli viajou para acompanhar um evento esportivo em um jatinho em companhia de um advogado ligado à defesa de um dos investigados no caso, fato que também tem sido citado em debates públicos sobre ética.
As notícias sobre as relações entre os controladores do banco, ministros do STF e autoridades do sistema financeiro — incluindo também o episódio em que o ministro **Alexandre de Moraes teria procurado o presidente do Banco Central para tratar de assuntos relacionados ao Master — têm alimentado discussões sobre transparência institucional.
Os desdobramentos têm alimentado a pressão por investigação legislativa e reforçado a importância da CPMI para esclarecer os fatos, seus impactos sobre investidores e a confiança no sistema financeiro e nas instituições públicas.



