O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) pediu à Justiça a indisponibilidade de uma garagem do Consórcio Guaicurus, em Campo Grande, enquanto é investigada uma possível irregularidade fiscal na venda do imóvel. A propriedade, localizada na região da Gury Marques, foi negociada em fevereiro de 2021 por R$ 7,7 milhões com a Pauma Empreendimentos Imobiliários. Segundo documentos citados no processo, o bem aparecia na contabilidade do consórcio por R$ 14,4 milhões, embora o valor líquido, após depreciação, fosse de aproximadamente R$ 11,1 milhões.
O pedido foi apresentado pelo promotor de Justiça Gevair Ferreira Lima Júnior, que ressaltou que ainda não é possível afirmar que houve fraude ou que o imóvel tenha sido vendido abaixo do valor de mercado. A ação, porém, questiona a operação porque a empresa compradora pertence à família Constantino, que também integra a estrutura societária ligada ao Consórcio Guaicurus. O MP defende o bloqueio temporário para impedir uma eventual transferência do imóvel a terceiros e pediu que a Pauma seja incluída no processo para apresentar sua versão sobre a negociação.
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A venda também é analisada no contexto da intervenção municipal no Consórcio Guaicurus, que apura outras possíveis irregularidades financeiras e contábeis. Entre os pontos investigados estão suspeitas de omissões de receitas e fluxos de caixa desde 2012 e um possível desvio de R$ 46 milhões. Em manifestação enviada à reportagem, o Consórcio Guaicurus afirmou que as alegações sobre o imóvel desconsideram regras previstas no contrato de concessão e sustentou que a garagem não era considerada um bem reversível ao Município.

Relatório da Prefeitura confirma que fraudes, desvios milionários e caixa 2 no Consórcio são apurados pela intervenção. (Reprodução)
Com informações do portal MídiaMax.



