O governo federal confirmou a proposta de reajuste do salário mínimo de R$ 1.518 para R$ 1.621 em 2026, aumento de R$ 103, o equivalente a 6,78%. Para entrar em vigor em 1º de janeiro, o novo valor ainda depende de aprovação do Congresso Nacional e de sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o Ministério do Planejamento, cada real acrescido ao mínimo representa um impacto fiscal estimado em R$ 400 milhões por ano.
A atualização do piso nacional afeta diretamente aposentadorias, pensões e demais benefícios vinculados ao INSS, já que a maioria deles é paga com base no salário mínimo. Quem recebe acima do piso terá correção conforme a inflação medida pelo INPC, enquanto o teto previdenciário permanece em R$ 8.157,41. O reajuste também influencia o valor mínimo do seguro-desemprego e o abono salarial PIS/Pasep, que em 2026 poderá variar de R$ 135,08 a R$ 1.621, conforme o número de meses trabalhados em 2024.
Outro impacto direto ocorre no Benefício de Prestação Continuada, pago a idosos com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade, que passará a acompanhar o novo valor do mínimo. Segundo dados do Censo 2022 do IBGE, cerca de 35,3% dos trabalhadores brasileiros, o equivalente a 31,3 milhões de pessoas, recebem até um salário mínimo, o que amplia o alcance social do reajuste previsto para o próximo ano.
Agência Brasil.



