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Endividamento das famílias cresce e cartão de crédito vira apoio para despesas básicas

Foto: Reprodução

O uso do cartão de crédito como recurso para compras essenciais se consolidou em 2025, impulsionando o endividamento das famílias brasileiras. Dados da CNC mostram que lares com renda de até cinco salários mínimos são os mais afetados, com mais de 90% das dívidas associadas ao cartão. Pesquisadores apontam que o crédito, antes utilizado para bens duráveis, passou a sustentar necessidades básicas, agravado por juros elevados e pela redução da renda.

Apesar de uma pequena queda no endividamento em novembro, os indicadores seguem em alta na comparação anual, tanto no percentual de famílias endividadas quanto na inadimplência. O Banco Central também registra elevação no comprometimento de renda com dívidas, que chegou a 28,8% em outubro, mesmo após o alívio temporário proporcionado pelo programa Desenrola. Para muitos consumidores, atrasos superiores a 90 dias e o ingresso no rotativo tornam o ciclo da dívida difícil de interromper.

Nesse cenário, especialistas destacam a importância do seguro prestamista como ferramenta de proteção em situações inesperadas, como desemprego ou incapacidade temporária. Mesmo representando fatia significativa do setor, o produto ainda é pouco conhecido entre famílias de menor renda. Enquanto isso, o país encerra 2025 com a constatação de que o endividamento não decorre de consumo supérfluo, mas da necessidade de suprir itens básicos, em meio à expectativa de um ambiente econômico mais favorável apenas a partir de 2026.

As informações são do portal Enfoque MS.