O PT divulgou uma cartilha de segurança pública em que apresenta críticas à organização e ao funcionamento da Polícia Militar nos estados. O documento afirma que a corporação mantém práticas consideradas heranças do período autoritário, como a lógica de “combate ao inimigo interno”, e aponta a existência de preconceitos que afetariam principalmente jovens pobres e negros.
Segundo o texto, o caráter militarizado da instituição reduziria mecanismos de controle externo e favoreceria situações de abuso e impunidade. O partido sustenta que a ênfase excessiva na disciplina interna pode se sobrepor à avaliação sobre o comportamento dos agentes nas ruas, comprometendo a relação entre polícia e comunidade.
A cartilha defende mudanças estruturais no modelo de segurança pública, incluindo a revisão do papel da PM em operações ostensivas e a ampliação de ações preventivas e comunitárias. Também sugere maior participação de guardas municipais e outras forças civis, com o objetivo de aproximar políticas de segurança da proteção de direitos e da redução de desigualdades.
Com informações do portal Veja.



