Durante coletiva nesta quarta-feira (29), o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Santos, e o secretário da Polícia Militar, Marcelo de Menezes, detalharam a estratégia usada na megaoperação que resultou em mais de 120 mortes nos complexos da Penha e do Alemão. Segundo Menezes, a ação envolveu a criação de um “Muro do Bope”, formado por agentes que avançaram pela Serra da Misericórdia para cercar criminosos e empurrá-los em direção à mata, onde outras equipes estavam posicionadas. A operação, que começou nas primeiras horas da manhã de terça-feira (28), teve o objetivo de reduzir riscos à população local.
De acordo com os dados divulgados, 2,5 mil policiais participaram da operação, que durou cerca de 15 horas e foi considerada de alto risco. O balanço aponta 121 mortos — sendo quatro policiais e 117 suspeitos — e 113 prisões, incluindo 33 pessoas vindas de outros estados. A investigação que resultou na ação durou cerca de um ano e envolveu forças de segurança do Rio e de outras regiões do país. Segundo o secretário Victor Santos, os confrontos se concentraram na área de mata, o que, segundo ele, evitou maiores danos a moradores das comunidades.
O governador Cláudio Castro classificou a operação como um “sucesso” e destacou o sacrifício dos policiais mortos. Ele afirmou que os confrontos ocorreram em locais isolados e reforçou a importância de aguardar a identificação das vítimas antes de divulgar balanços definitivos. O governo fluminense afirma que a ação representou um passo importante no enfrentamento ao crime organizado que atua nas comunidades da capital.
As informações são do portal G1.



