As sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o Irã serão restauradas neste sábado, após fracassar a tentativa de Rússia e China de adiar a medida, informou nesta sexta-feira a embaixadora do Reino Unido na ONU, Barbara Wood.
A decisão ocorre depois que uma resolução do Conselho de Segurança, composta por 15 membros, não conseguiu obter apoio suficiente — apenas quatro países votaram a favor do adiamento.
“Este conselho não tem a garantia necessária de que há um caminho claro para uma solução diplomática rápida”, afirmou Wood, acrescentando que todas as sanções relacionadas à proliferação iraniana serão reimpostas neste fim de semana.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que Teerã não pretende abandonar o Tratado de Não Proliferação Nuclear e negou qualquer intenção de desenvolver armas nucleares. “Estamos totalmente preparados para sermos transparentes em relação ao nosso urânio altamente enriquecido”, afirmou.
O retorno das sanções acontece às 20h (horário de Nova York), após as potências europeias — Reino Unido, França e Alemanha, conhecidas como E3 — acionarem um processo de 30 dias acusando o Irã de violar o acordo nuclear de 2015.
A Rússia e a China pressionaram por um adiamento de seis meses, mas a proposta não avançou: nove países votaram contra e dois se abstiveram. O vice-embaixador russo na ONU acusou as potências ocidentais de “enterrar o caminho diplomático”.
O novo capítulo do impasse nuclear deve agravar ainda mais as tensões entre Teerã e o Ocidente, que já advertiu que quaisquer consequências serão responsabilidade do Irã.



