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Relator da anistia cogita adiar votação após pressão política e sanções internacionais

Foto: Billy Boss / Câmara dos Deputados

O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do projeto de anistia em análise na Câmara, avalia adiar a votação prevista para esta quarta-feira (24). A decisão está sendo considerada após as manifestações de domingo (21) e o anúncio de novas sanções dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras, incluindo familiares do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O cenário elevou a pressão política sobre o andamento da proposta.

Nesta terça-feira (23), Paulinho deve se reunir com bancadas do PL, Republicanos e MDB, além de manter diálogo com partidos de esquerda e integrantes do STF, na tentativa de construir consenso em torno do alcance do texto. O parlamentar defende uma alternativa que reduza as penas dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro, sem extinguir totalmente as punições — o que desagrada aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que pressionam por uma anistia ampla.

Em entrevista, o deputado criticou as medidas impostas por Washington, classificando-as como “interferência indesejada” em assuntos internos do Brasil e manifestou solidariedade a Alexandre de Moraes e sua família. O futuro da proposta dependerá do resultado das negociações desta semana, que indicarão se haverá condições políticas para avançar com a votação ou se será necessário recuar.