No segundo dia de julgamento do inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado, o advogado do general Augusto Heleno, Matheus Milanez, criticou nesta quarta-feira (3) a postura do ministro relator Alexandre de Moraes. Segundo o defensor, Moraes teria ultrapassado a função de julgador ao assumir um papel investigativo durante a fase de instrução processual.
Milanez apresentou dados apontando que o relator formulou 302 perguntas a testemunhas, enquanto o Ministério Público fez 59. Para o advogado, a conduta coloca em dúvida a imparcialidade do julgamento. Ele também mencionou precedente do STF, lembrando que um juiz não deve se tornar protagonista do processo.
A defesa negou que Heleno tenha participado de articulações golpistas, alegando que não há registros de diálogos entre o general e comandantes militares nesse sentido. Milanez afirmou ainda que a seleção de provas feita pela Polícia Federal teria sustentado uma narrativa equivocada contra o ex-ministro do GSI.
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