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Forças Armadas reforçam segurança e restringem atos durante julgamento no STF

Foto: Rodrigo Santos / Reprodução

O Exército determinou tolerância zero para manifestações e aglomerações nas imediações de unidades militares durante o julgamento do núcleo central do chamado plano golpista, que começa nesta terça-feira (2) no Supremo Tribunal Federal (STF). A orientação foi repassada aos comandos de área em meio ao reforço de segurança na capital federal.

A decisão também se estende ao feriado de 7 de setembro, quando estão previstas manifestações que coincidem com a análise do caso pela Primeira Turma do STF. Autoridades do Comando Militar do Planalto e da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal têm coordenado o esquema de segurança, que inclui policiamento reforçado e monitoramento por drones.

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Em Brasília, os atos devem ocorrer principalmente na região da Torre de TV, distante dos quartéis e da Praça dos Três Poderes. Oficiais destacam que não há expectativa de mobilização frente às unidades militares, uma vez que o Alto Comando do Exército rejeitou qualquer tentativa de golpe para manter Jair Bolsonaro no poder.

O julgamento envolve figuras militares de alta patente, como generais e um almirante, além do ex-presidente Bolsonaro. Apesar da sensibilidade do caso para as Forças Armadas, autoridades reforçam a necessidade de separar a responsabilidade individual de militares da preservação das instituições.

O processo remete à crise política após a derrota eleitoral de 2022, quando apoiadores de Bolsonaro mantiveram acampamentos próximos a quartéis e, posteriormente, grupos participaram de ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. Integrantes das Forças Armadas reconhecem que permitir a permanência dos acampados foi um erro, atribuindo a decisão ao contexto político da época.

As informações são do portal Enfoque MS.