Estrada rurais estão intransitáveis e população diz que só “amarga prejuízo”.
Intransitável é a palavra mais repetida nos últimos dias, por moradores da área rural de Bandeirantes, município a 69 km de Campo Grande. Quando se fala nas estradas, da região do Vale do Mimoso ao Vale da Boa Fortuna, dizem que não ocorre a devida manutenção e, com as chuvas, o que era péssimo ficou pior ainda.
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Conforme o produtor rural Rodrigo Souza, que atua no ramo leiteiro e possui propriedade na região, carro de pequeno porte não está passando e a situação das pontes é agoniante “só de olhar”, aparentando cair a qualquer momento. A situação, segundo ele, é denunciada constantemente ao prefeito do município, porém, ele “não toma atitude”.
“Infelizmente o prefeito Marcelo Abdo e seus secretários só fazem promessas. As pontes do córrego Pedreira estão em uma situação muito complicada. E temos também a rota do ônibus escolar, que passa pela região e dá acesso ao assentamento no distrito de Barreirão. Ou seja, já faz tempo que está com este problema e até apareceram lá por estes dias, fazendo uma parcial, mas, não chegou nem nas rotas principais”, lamentou o produtor.
Conforme Souza, os buracos já estão muito grandes, impossibilitando a passagem de qualquer veículo. “Os buracos estão grandes, profundos. A gente marca com a autoridades lá, aparecem um dia, vão embora e não fazem todo o serviço. Recentemente, inclusive, já houve falha na coleta de alunos, por conta da condição das estradas, então, temos várias: a que liga ao Vale da Boa Fortuna, que é uma região com 20 produtores, além do Vale do Mimoso, com cerca de 20 também”, lamentou.
Outro produtor, que se identificou apenas como Eugênio, disse que praticamente todos os moradores estão com dificuldade de escoar a produção e fazer o principal, que é se locomover.
“A gente está apelando, pedindo ajuda para que nos atendam no quesito estradas. Quem tem carro está quebrando tudo neste ir e voltar, então, é lamentável, porque os alunos perdem dias de escola. Estes dias a patrola estava ali no pé da Serra do Retirinho. Ficou uns 15 dias parada, quando eu entrei em contato com o prefeito, pedindo, que se precisava de alguma coisa, alguma ajuda com caminhão, eu poderia disponibilizar. Só que não fizeram nada. Só laminou e afundou mais ainda, a precariedade está grande. Nós necessitamos tanto para escoamento quanto para locomoção dos moradores da região”, finalizou.



