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Naufrágio de barcaça no Rio Paraguai levanta preocupação sobre possíveis danos ambientais

Foto: Reprodução/Diário Corumbaense

O afundamento de uma barcaça carregada com minério de ferro no Rio Paraguai, ocorrido no sábado (31), no Porto Gregório Curvo, em Corumbá, levantou preocupações sobre possíveis impactos à vida aquática e à qualidade da água. A ambientalista Luciana Leite alerta que a dispersão de partículas pode aumentar a turbidez, prejudicar a respiração dos peixes e afetar organismos que vivem no fundo do rio. Ela também defende a análise da composição química da carga para verificar a eventual presença de elementos tóxicos, como arsênio, mercúrio, chumbo e alumínio.

A especialista ressalta que, sem a identificação precisa dos componentes do material transportado, não é possível dimensionar os riscos ambientais. Entre as medidas recomendadas estão a coleta de uma amostra representativa do minério e a realização de análises mineralógicas e químicas. Também devem ser avaliadas possíveis alterações no pH e na concentração de oxigênio dissolvido na água, além dos efeitos sobre os organismos aquáticos.

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Em manifestação divulgada nesta quinta-feira (5), o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) informou que as primeiras avaliações não apontaram alterações na qualidade da água relacionadas ao acidente, considerando parâmetros como cor, turbidez, pH e temperatura. O órgão também confirmou a coleta de amostras e solicitou análises complementares para identificar possíveis metais na água. Até o momento, não havia registro de morte de animais aquáticos associada ao naufrágio. O monitoramento continuará para avaliar os resultados e a necessidade de medidas adicionais.

As informações são do portal MídiaMax.