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Uso indiscriminado de tadalafila preocupa especialistas e levanta debate sobre riscos à saúde

Tadalafila — Foto: Reprodução/TV Globo

O uso de tadalafila, medicamento indicado para o tratamento da disfunção erétil, tem se expandido para finalidades não recomendadas, como o aprimoramento do desempenho físico em academias. Em 2023, mais de 43 milhões de unidades do fármaco foram comercializadas no Brasil, tornando-se um dos mais vendidos do país. A facilidade de acesso, muitas vezes sem prescrição médica, preocupa especialistas, que alertam para os riscos à saúde.

Embora alguns médicos prescrevam a substância para atividades físicas, alegando seus efeitos na dilatação dos vasos sanguíneos, o Conselho Regional de Medicina (CRM) alerta para a falta de embasamento científico nesse tipo de recomendação. “Se houver documentação que ele prescreve só para fazer exercícios, esse colega está incorrendo em falha ética”, afirmou Joaquim Francisco de Almeida, coordenador da Câmara Técnica de Urologia do CRM, ressaltando que a prática não segue normas médicas reconhecidas.

O uso inadequado da tadalafila pode trazer efeitos adversos, como queda de pressão, dor de cabeça, palpitações e complicações cardiovasculares, especialmente em pessoas com problemas preexistentes. Especialistas reforçam que qualquer utilização do medicamento deve ser orientada por um profissional de saúde e acompanhada por exames médicos, evitando riscos à saúde dos usuários.