O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a prisão preventiva do general da reserva Walter Souza Braga Netto, detido pela Polícia Federal (PF) na manhã deste sábado (14/12). A decisão foi proferida após audiência de custódia conduzida pelo juiz Rafael Henrique Janela Tamai Rocha, auxiliar do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado em 2023.
Acusação de obstrução à Justiça
Braga Netto, que foi vice na chapa de Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022 e ex-ministro da Defesa, é acusado de obstrução à Justiça e de participação em um plano golpista para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Conforme as investigações da PF, o general teria colaborado com operações financeiras ilícitas destinadas a financiar o movimento golpista, incluindo o transporte de dinheiro em espécie escondido em sacolas de vinho.
Os investigadores também apontam que os suspeitos estariam interferindo na produção de provas durante a instrução processual penal.
Prisão e buscas
O general foi preso em sua residência, no bairro de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. Além da prisão preventiva, o STF autorizou buscas na casa de Braga Netto, onde, segundo fontes da PF, materiais relevantes para a investigação foram apreendidos.
Após a detenção, o Exército informou que Braga Netto ficará sob custódia militar, sendo conduzido ao Comando da 1ª Divisão do Exército, também no Rio de Janeiro.
Operação da Polícia Federal
A prisão do general integra uma nova fase das investigações sobre atos antidemocráticos e a tentativa de golpe de Estado. A operação da PF foi realizada simultaneamente em diversos estados, com alvos ligados à organização e financiamento de ações que visavam desestabilizar a ordem constitucional.
Repercussão
A manutenção da prisão preventiva do ex-ministro representa mais um desdobramento relevante nas apurações conduzidas pelo STF e pela PF, que buscam identificar os responsáveis pelos atos que atentaram contra o Estado democrático de direito. O caso de Braga Netto coloca sob os holofotes o papel de altas autoridades militares na articulação de movimentos golpistas.



