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Simone Tebet afirma que o mercado financeiro “quer ajudar a afundar o país”

Simone Tebet Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, manifestou indignação nesta quinta-feira (5) ao comentar uma pesquisa da Quaest que revelou que 90% do mercado financeiro avalia negativamente o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. As declarações foram feitas durante a inauguração da nova fábrica de celulose da Suzano, em Ribas do Rio Pardo, Mato Grosso do Sul.

Simone Tebet classificou o resultado da pesquisa como um reflexo de parcialidade.

““Isto não é imparcialidade”, declarou. “Isto é jogar contra o país e quem joga contra o país, quer ajudar a afundar o país. Nós não vamos deixar, graças ao setor privado, ao setor do agronegócio, ao setor do comércio e da indústria bem comandado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.”, afirmou.

A ministra também destacou o papel do setor privado, do agronegócio, do comércio e da indústria, mencionando o vice-presidente Geraldo Alckmin como peça-chave na gestão econômica.

Apoio enfático ao presidente Lula

Em tom de apoio ao presidente Lula, que também esteve presente no evento, Tebet exaltou o que considera um governo bem-sucedido e afirmou que o chefe do Executivo é “pé-quente” para o Mato Grosso do Sul.

““Portanto, presidente, eu falo por Mato Grosso do Sul. Se precisar de Lula 4, o senhor vai ser eleito para ajudar o Mato Grosso do Sul”, declarou a ministra, em alusão a um eventual novo mandato presidencial.

Lula ironiza crítica do mercado

O presidente Lula também comentou a pesquisa da Quaest durante seu discurso. De forma irônica, celebrou o fato de que 10% do mercado financeiro não desaprovam sua gestão, afirmando que nas eleições esse índice era de 100%.

“Ontem saiu uma pesquisa que 90% do mercado, daqueles que compõe a Faria Lima, são contra o meu governo”, brincou o presidente.

Lula ainda rebateu previsões pessimistas sobre o crescimento econômico, atribuindo o otimismo aos resultados positivos alcançados neste ano.

O petista ainda disse que “algumas pessoas do mercado” passaram a “anunciar e alardiar na imprensa que a economia brasileira não ia crescer mais do que 1,5%”. Na sequência, retrucou: “Para a nossa bela sorte, vai crescer esse ano 3,5%”.

Tensões entre governo e mercado

As declarações ocorrem em um momento de tensões crescentes entre o governo e o mercado financeiro. Enquanto Lula celebra indicadores econômicos mais otimistas, como o crescimento do PIB acima das expectativas, o mercado mantém críticas às políticas econômicas do governo, como o aumento de gastos e a condução da política fiscal.

As falas de Simone Tebet e Lula reforçam o tom combativo do governo diante de setores que avaliam negativamente sua administração, ao mesmo tempo em que buscam destacar conquistas econômicas recentes para consolidar apoio político e popular.