O Partido dos Trabalhadores (PT) se reuniu na tarde desta segunda-feira (7) para analisar os resultados das eleições, especialmente em Campo Grande, onde o partido conseguiu eleger três vereadores. A candidata Camila Jara conquistou 9,43% dos votos, e o partido agora aguarda uma possível conversa com Rose Modesto (União Brasil) para discutir apoio no segundo turno.
A principal condição do PT para qualquer aliança é a inclusão de pautas do programa de governo de Camila Jara, que tiveram grande adesão popular durante a campanha. Entre os temas prioritários estão políticas de inclusão social, melhorias na saúde pública e iniciativas voltadas para a juventude.
A vereadora reeleita Luiza Ribeiro explicou que o partido convocará o diretório municipal para definir os próximos passos e possíveis articulações. Ela ressaltou que a participação de Jair Bolsonaro no cenário político, que tende a afastar o PT, não será levada em consideração. Segundo Luiza, a aproximação com o ex-presidente pode complicar alianças, mas ela acredita que Adriane Lopes (PP), candidata no segundo turno, não buscará o apoio de Bolsonaro.
Questionada sobre a dificuldade de uma aliança com Rose Modesto, considerando o perfil conservador de parte do eleitorado da Capital, Luiza destacou que os votos recebidos por Camila Jara e a força do PT, que atualmente ocupa a Presidência da República com Luiz Inácio Lula da Silva, devem ser considerados.
Agamenon, presidente municipal do PT, informou que o partido aguardará ser procurado por Rose Modesto antes de tomar uma decisão oficial. Uma comissão, formada por ele, pelo deputado estadual Pedro Kemp, pela deputada federal Camila Jara e pelo deputado federal Vander Loubet, avaliará o cenário e anunciará a posição do partido até a próxima quinta-feira (10).



