Nesta quinta-feira (19), a ministra do Meio Ambiente e da Mudança Climática, Marina Silva, alertou para os grandes prejuízos que o agronegócio brasileiro está enfrentando devido às queimadas que se espalham pelo país. Durante uma reunião no Palácio do Planalto com governadores e outros ministros, Marina defendeu punições mais rigorosas para quem provoca incêndios.
“Ao dizermos que é uma ação coordenada, não estamos dizendo que são os proprietários. Os proprietários estão tendo um prejuízo enorme. Esse é um período em que a garapa da cana de açúcar, como a gente chama, está altamente densa, a temperatura faz com que essa garapa fique caramelizada e constitua prejuízo para o produtor”, explicou a ministra.
Marina enfatizou a necessidade de aumentar as penas para quem comete esse tipo de crime ambiental, que afeta tanto a economia quanto o meio ambiente.
“Se alguém chegar e colocar fogo dentro da nossa casa, isso tem um nome, é crime hediondo. Agora, alguém toca fogo no seu canavial, na sua fazenda e tem uma pena de dois a seis anos no máximo. É um debate profícuo”, destacou.
O encontro contou com a presença de nove governadores e dos ministros Rui Costa (Casa Civil), Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional). O objetivo foi discutir estratégias para combater os incêndios e minimizar os impactos no agronegócio e no meio ambiente.
O aumento das queimadas tem causado preocupação entre produtores rurais e autoridades, pois, além dos danos às plantações, o fogo prejudica a qualidade do solo e a saúde da população local. As discussões para endurecer as penalidades refletem a urgência de ações mais efetivas no combate a esse problema, que ameaça a sustentabilidade do setor agropecuário brasileiro.



