O ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, relatou ter sido ameaçado de morte durante uma reunião com o empresário. Segundo o depoimento de Edson Claro Medeiros Júnior, revelado pela Coluna de Andreza Matais, Careca teria exigido a entrega de celulares, notebooks e um iPad, afirmando que temia a exposição de informações sigilosas.
De acordo com o relato registrado na 23ª Delegacia de Polícia de São Paulo, Careca teria dito: “Se você não me entregar os aparelhos e abrir a boca, eu vou meter uma bala na sua cabeça.” Edson afirmou ainda que, ao responder que colaborava com a Polícia Federal, deixou o local imediatamente.
Mesada de R$ 300 mil para Lulinha
No mesmo depoimento, Edson declarou que o Careca do INSS pagava uma mesada de R$ 300 mil para Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de ter repassado R$ 25 milhões ao filho do presidente Lula. A CPMI ainda não identificou qual seria a moeda desse valor expressivo.
As informações constam de um inquérito que aponta disputas financeiras entre Edson e Antunes, incluindo desacordos sobre veículos, dívidas e outros bens. Edson disse que era diretor-executivo da World Cannabis, empresa que, na prática, tem 90% das cotas em nome do próprio Careca e o restante em nome do filho dele, Romeu Carvalho Antunes.
Segundo o depoimento, a reunião em que a ameaça ocorreu foi marcada pela advogada de Careca no dia 17 de junho. Antunes, diz Edson, temia que seus aparelhos eletrônicos contivessem dados que pudessem ser usados pela PF, que já o investigava.
CPMI barra convocação de Lulinha
Mesmo diante das revelações, a CPMI do INSS rejeitou nesta quinta-feira (4/12) a convocação de Lulinha por 19 votos a 12, graças à articulação da base governista. Conforme divulgado pela coluna, Fábio Luís vive desde meados deste ano em Madri, na Espanha, após deixar o Brasil no auge das denúncias envolvendo o INSS.



