Na manhã desta terça-feira (15), os veterinários Brenda Rocha Almeida Cianciosa e Lúcio Barreto, sócios do hospital veterinário em Nova Fátima, Paraná, manifestaram suas condolências e agradecimentos à comunidade após uma tragédia chocante ocorrida no último domingo (13). Uma criança de apenas 9 anos invadiu a fazendinha do hospital e matou 23 animais de pequeno porte, gerando uma onda de tristeza e indignação na cidade.
Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, Lúcio expressou sua gratidão: “Muito obrigado a todos. A comunidade se empenhou em ajudar a gente a descobrir quem era. Muitas mensagens de apoio e preocupação”. Brenda reforçou: “Passando para agradecer a cada um de vocês pela preocupação e pelas mensagens”.
O massacre ocorreu após a inauguração da fazendinha, um evento festivo realizado em comemoração ao Dia das Crianças. A criança, que havia participado da inauguração no dia anterior, voltou ao local à noite, acompanhada de um cachorro, e iniciou o ataque aos animais. A cena foi descrita como “horrível” por Brenda, que afirmou: “Eu cheguei aqui e vi todos os animais jogados no chão. A princípio, eu achava que tinha sido o cachorro. Um dia antes, a gente tinha acabado de realizar um sonho. Estava tudo perfeito e, no outro dia, nos deparamos com uma cena horrível”.
A Polícia Militar foi chamada ao local e encontrou os corpos dos animais, que incluíam principalmente coelhos e porquinhos-da-índia. Muitos estavam esquartejados, e a criança foi vista nas imagens de segurança chutando os bichos e lançando-os contra a parede. Ele passou cerca de 40 minutos no recinto, que estava cercado e conhecido como Vila Pet, onde os animais estavam contidos.
Segundo informações, a criança mora com a avó e não possui histórico de violência. Apesar da gravidade do ato, ele não pode ser responsabilizado criminalmente devido à sua idade, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que analisará a possibilidade de uma ação indenizatória contra os responsáveis pelo menor.
A prefeitura de Nova Fátima informou que o serviço municipal de zoonoses foi acionado para elaborar um laudo e garantir a destinação correta dos animais mortos, enquanto a comunidade lida com a tristeza e a perplexidade diante da tragédia.



