A proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os contratos de tapa-buraco em Campo Grande já reúne sete assinaturas na Câmara Municipal. São necessárias pelo menos 10 para viabilizar a abertura da comissão, que pretende apurar valores pagos, medições e a execução dos serviços. O movimento ocorre em meio às reclamações sobre as condições das ruas e às investigações conduzidas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).
A Operação Buraco Sem Fim, do MPMS, resultou no ajuizamento de 12 ações de improbidade administrativa. Entre as suspeitas investigadas estão possíveis fraudes em contratos, irregularidades nas medições e pagamentos por serviços que não teriam sido executados. Os contratos analisados, referentes ao período de 2018 a 2025, somam R$ 113,7 milhões. Paralelamente, o orçamento previsto para a requalificação viária caiu de mais de R$ 132 milhões em 2025 para pouco mais de R$ 40 milhões em 2026, enquanto pedidos de reparos continuam entre as principais demandas encaminhadas à Prefeitura.
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Vereadores favoráveis à investigação cobram transparência sobre os gastos e um cronograma detalhado dos trabalhos, incluindo o mutirão anunciado pela Prefeitura, com previsão de atendimento em 11 bairros e reparo de até 3 mil buracos por dia. O presidente da Câmara, Epaminondas Neto, o Papy, também defendeu a ampliação das equipes e dos horários de serviço diante da proximidade do período chuvoso. A eventual instalação da CPI dependerá da obtenção das assinaturas necessárias e dos procedimentos regimentais da Casa.
As informações são do portal Enfoque MS.



