Em Mato Grosso do Sul, a violência doméstica contra as mulheres segue sendo um grave problema social. A cada 25 minutos, uma nova ocorrência de agressão é registrada, somando 12.393 casos no estado até agosto deste ano. Esses números são apenas a ponta do iceberg, considerando que muitas vítimas ainda não denunciam seus agressores. A violência tem um recorte racial, com a maioria das vítimas sendo mulheres negras, o que revela uma preocupação adicional sobre desigualdades sociais e raciais.
O mês de agosto, dedicado à campanha “Agosto Lilás”, serve para intensificar a conscientização sobre a violência contra a mulher. A campanha visa informar e mobilizar a sociedade para o enfrentamento de todas as formas de violência, incluindo a psicológica, que, embora silenciosa, tem efeitos devastadores. Leis estaduais, como a 4.969/2016, que leva o conhecimento da Lei Maria da Penha às escolas, e a 6.203/2024, que institui a Semana de Conscientização sobre o Wollying, têm sido fundamentais no combate a esse tipo de abuso.
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Apesar dos avanços, como a redução da taxa de feminicídios no estado, a violência contra as mulheres ainda é alarmante, com uma média de três mortes por mês. Mato Grosso do Sul continua figurando entre os estados com as maiores taxas de feminicídio no Brasil. Em resposta, além de iniciativas legislativas, ações educativas, como a publicação de livros infantis, buscam formar uma cultura de respeito e não violência desde a infância. Para apoiar as vítimas, serviços de denúncia e acolhimento estão disponíveis, incluindo o disque 180 e a Patrulha Maria da Penha.
Enfoque MS.



