A sessão da Câmara Municipal de Campo Grande desta terça-feira (20) terminou em confusão e teve de ser interrompida antes que o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André de Moura Brandão, concluísse os esclarecimentos sobre a operação tapa-buracos. O episódio ocorreu poucos dias depois de o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o serviço reunir 24 assinaturas de vereadores.
O tumulto começou após o comerciante Gustavo Eifler apresentar uma maquete de isopor para criticar as condições do asfalto na Capital. Um líder comunitário identificado como Xarupá, apontado como apoiador da prefeita Adriane Lopes (PP), quebrou o material e precisou ser retirado do plenário por guardas municipais. Durante a abordagem, ele resistiu à retirada e afirmou ter sido agredido. O presidente da Câmara, vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), decidiu suspender a sessão e remarcar a prestação de esclarecimentos, com previsão de reforço na segurança.
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O secretário classificou o episódio como inadmissível e afirmou que a Prefeitura adotará as providências cabíveis, sem detalhar quais medidas serão tomadas. A confusão impediu que os vereadores obtivessem respostas sobre contratos, gastos e execução dos reparos. O pedido de CPI, de autoria da vereadora Luiza Ribeiro (PT), prevê 120 dias de investigação para apurar possíveis irregularidades e a aplicação dos recursos públicos. A proposta ainda dependia de análise jurídica para a formalização da comissão, conforme informações divulgadas antes da sessão.
As informações são dos portais Correio do Estado e CG News.



