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Trump diz que EUA “vão governar” Venezuela até o fim da transição

Imagem: Jim Watson

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (3/1) a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, após um ataque militar em larga escala contra alvos civis e militares na Venezuela. Trump afirmou que os EUA “vão governar” o país até que uma transição seja concluída.

Explosões e ruídos de aviões foram ouvidos nas primeiras horas do sábado em Caracas e em outros estados, incluindo Miranda, Aragua e La Guaira, onde estão localizados o principal aeroporto e o porto da capital venezuelana. O governo de Maduro classificou a operação como uma “agressão militar gravíssima” e exigiu provas de vida do presidente.

Trump anunciou em sua rede social Truth Social que Maduro será levado a julgamento em Nova York por crimes associados ao narcoterrorismo, conforme afirmou a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi.

“O objetivo é restaurar a ordem e, ao mesmo tempo, ajudar o povo venezuelano a recuperar sua riqueza”, disse Trump. Ele acrescentou que permitirá que grandes empresas petrolíferas americanas invistam bilhões de dólares para reconstruir a infraestrutura do setor no país e vender grandes quantidades de petróleo ao mercado internacional, mantendo os lucros para a população local.

A Venezuela possui reservas estimadas em cerca de 303 bilhões de barris de petróleo, segundo a Opep, a maior quantidade do mundo. Apesar do anúncio, o embargo americano sobre o petróleo venezuelano permanece em vigor.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a operação dos EUA, afirmando que a invasão configura “flagrante violação do direito internacional”. O ministro da Defesa venezuelano garantiu que “não vão nos derrotar” e o vice-presidente Delcy Rodríguez reforçou a exigência de “prova de vida” de Maduro.