O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) formou maioria para cassar o mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), acusada de uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder político durante as eleições de 2022. Com um placar de 4 a 0 favorável à cassação, o julgamento foi interrompido por um pedido de vista e só será retomado após o recesso do Judiciário, em 2025. Zambelli ainda poderá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ação liderada por Sâmia Bomfim
A denúncia que originou o processo foi movida pela deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP), que alegou que Zambelli criou um “ecossistema de desinformação” durante o período eleitoral, atacando a integridade do sistema eleitoral brasileiro. O relator do caso, juiz Encinas Manfré, afirmou que a parlamentar do PL agiu de forma consciente ao espalhar informações falsas e incitar hostilidade contra o Judiciário.
O procurador eleitoral Paulo Taubemblatt reforçou as acusações, destacando que Zambelli participou de ações que feriram o princípio da igualdade entre os candidatos, disseminando desinformação e comprometendo a lisura do processo eleitoral.
Defesa e resposta de Zambelli
A defesa de Zambelli, conduzida por Flavia Cardoso Campos Guth, argumentou que as ações da deputada estão protegidas pela liberdade de expressão e que não existem provas suficientes para embasar a decisão. Em nota, Zambelli afirmou que “nada mudou” e demonstrou confiança na possibilidade de reverter o resultado no TSE.
Impactos e próximos passos
Caso a cassação seja confirmada, Carla Zambelli poderá perder seu mandato, mas o processo só será concluído após o julgamento no TSE. Enquanto isso, a deputada permanece em exercício, mas com sua situação jurídica sob intensa análise.



