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Toffoli deixa relatoria do caso Master no STF

Foto: Reprodução

O ministro Dias Toffoli deixou nesta quinta-feira (12) a relatoria do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), depois de ter sido citado em conversas encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono do banco Master.

O material, entregue pessoalmente pelo diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, ao presidente do STF, Edson Fachin, na segunda-feira (9), aumentou a pressão sobre Toffoli para que se afastasse do caso.

A decisão foi tomada após reunião entre Toffoli e os demais nove ministros em exercício na Corte. No encontro, os magistrados rejeitaram o pedido de suspeição contra o relator, reconhecendo a validade de todos os atos praticados por ele no processo. Em contrapartida, Toffoli concordou em enviar a relatoria para redistribuição entre os demais ministros.

Em nota divulgada após a reunião, o STF declarou:

“Os dez Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição… Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência. Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento…”

Segundo o comunicado, a decisão de redistribuir o caso partiu do próprio Toffoli, em alinhamento com a presidência do STF, para garantir o bom andamento dos processos e preservar os interesses institucionais. A presidência do tribunal ficará responsável por promover a redistribuição e adotar as providências processuais necessárias.