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TJSP ordena bloqueio de 15 sites ligados ao “jogo do tigrinho” no Brasil

Joédson Alves/Agência Brasil

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinou o bloqueio de 15 sites relacionados à exploração de jogos de azar, incluindo o “jogo do tigrinho”. Com essa decisão, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) foi notificada para adotar as medidas necessárias junto às operadoras de internet.

Uma apuração do Metrópoles revelou que, na tarde deste domingo (08), apenas dois dos sites mencionados na decisão já estavam fora do ar. Nove empresas foram incluídas como rés na ação.

A decisão judicial decorre de uma ação civil pública movida pela Associação em Defesa da Integridade, Direitos e Deveres nos Jogos e Apostas (Adeja), que acusa as empresas de intermediarem recursos para sites de apostas que operam sem licença ou regulamentação no Brasil.

O juiz Gustavo Henrique Bretas Marzagão, da 35ª Vara, ressaltou o impacto social negativo dos jogos de azar. Ele afirmou: “São conhecidos e notórios os efeitos negativos que os sites de apostas do tipo caça-níquel, como o chamado jogo do tigrinho, hospedados em plataformas clandestinas e não auditáveis, sem regulamentação e definição da quota fixa, têm causado aos consumidores e à população em geral”

Marzagão também citou um caso relatado pela imprensa em que jogadores chegaram a pedir demissão para acessar o FGTS como forma de financiar suas apostas, muitas vezes perdendo todo o patrimônio em poucas horas.