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Atrasos a médicos pressionam caixa da Santa Casa e ameaçam ampliar crise financeira

Foto: Reprodução / TopMídia

A Santa Casa de Campo Grande acumula cerca de R$ 32 milhões em pagamentos atrasados a médicos contratados como pessoa jurídica (PJ), segundo o Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (Sinmed-MS). Os profissionais estão sem receber desde maio, e a folha mensal desse grupo, formado por cerca de 100 médicos, representa entre R$ 8 milhões e R$ 8,5 milhões. Caso não haja acordo, a entidade sindical estima que o débito possa ultrapassar R$ 40 milhões ainda neste mês.

O atraso provocou discussões sobre paralisações e possíveis desligamentos, principalmente entre profissionais da anestesiologia. Segundo o presidente do Sinmed-MS, Marcelo Santana Silveira, a mudança na direção da instituição levou os médicos a retomarem as negociações antes de uma eventual saída coletiva. A crise também já afetou outros serviços: médicos especialistas deixaram a ala de cirurgia cardíaca pediátrica, que era referência no Estado, levando ao encerramento dos atendimentos da especialidade na unidade.
A situação ocorre em meio a uma crise financeira que, segundo a própria Santa Casa, se relaciona a dificuldades históricas e a contratos de repasse considerados defasados. A instituição também passou por uma mudança de gestão após a Operação Antidotum, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul em setembro para investigar suspeitas de irregularidades em contratos. De acordo com o MPMS, as apurações envolvem, entre outros pontos, um contrato de digitalização de prontuários e pagamentos relacionados à Santa Casa Saúde.

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Com informações do portal MídiaMax.