A ausência de multas por superlotação nos ônibus de Campo Grande voltou a ser alvo de questionamentos durante a oitiva da CPI do Transporte Público nesta quarta-feira (14). O diretor-presidente da Agetran, Paulo da Silva, foi ouvido pelos vereadores e admitiu que o órgão não aplica sanções ao Consórcio Guaicurus por essa irregularidade. Segundo ele, o contrato firmado em 2012 não prevê penalidades específicas para esse tipo de situação.
A declaração provocou reações entre os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito. O vereador Dr. Lívio, presidente da CPI, afirmou que a fiscalização pode ocorrer por meio de registros visuais, sem a necessidade de abordagem direta ao motorista. O vereador Júnior Coringa, por sua vez, destacou o volume de reclamações recebidas pela ouvidoria da CPI envolvendo ônibus lotados, o que reforça a insatisfação da população com o sistema de transporte.
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Durante a audiência, conforme informações divulgadas pelo portal Enfoque MS, Paulo também revelou que a Agetran emite cerca de 600 autuações mensais ao consórcio, mas nenhuma delas foi efetivamente quitada. O consórcio tem recorrido às Juntas Administrativas (JARIT e JAJUR), atrasando ou anulando a cobrança das penalidades. A CPI já solicitou relatórios detalhados dessas contestações. A próxima oitiva está marcada para segunda-feira (19), com a presença do ex-presidente da Agetran, Janine de Lima Bruno.



