O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentem informações relacionadas às acusações de estupro de vulnerável envolvendo o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.
Em março, Soraya e Lindbergh apresentaram uma notícia-crime à Polícia Federal relatando terem recebido documentos com acusações contra Gaspar. Segundo a representação, o caso envolveria uma adolescente que tinha 13 anos na época dos fatos, teria engravidado e posteriormente dado à luz. Os parlamentares afirmaram que não anexaram determinados elementos à representação para preservar a identidade da mãe e da criança.
Na decisão, Gilmar Mendes concedeu prazo de 15 dias para que os parlamentares forneçam informações que possam auxiliar na identificação de autores de mensagens mencionadas nos autos, além de dados relacionados a ligações telefônicas.
O assunto ganhou repercussão durante os trabalhos da CPI do INSS, da qual Alfredo Gaspar foi relator. Em uma discussão no plenário da comissão, Lindbergh chamou Gaspar de “estuprador”, enquanto o deputado alagoano respondeu chamando o petista de “corrupto”.
Em 23 de abril, Alfredo Gaspar realizou voluntariamente um exame de DNA, com coleta de material da mucosa oral. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a iniciativa teve como objetivo antecipar a produção de provas e contribuir para o esclarecimento das acusações.
Até o momento, as alegações apresentadas pelos parlamentares permanecem sob análise, sem conclusão judicial sobre a responsabilidade de Alfredo Gaspar.
































