A enfermagem da Santa Casa de Campo Grande manteve, nesta terça-feira (23), o segundo dia de paralisação em protesto contra o atraso no pagamento do 13º salário. Profissionais se concentraram no saguão do hospital durante o ato.
Conforme informações publicadas pelo Midiamax, a mobilização seguirá até que os valores sejam pagos. O presidente do Siems (Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), Lázaro Santana, afirmou que não houve avanço nas negociações. “Não houve nenhum posicionamento novo para resolver o problema. Continua tudo zerado”, disse.
Com a paralisação, apenas 30% do quadro permanece em atividade, enquanto a maioria dos trabalhadores está mobilizada. O atraso no 13º atinge servidores de todos os setores do hospital, do atendimento à administração, evidenciando a crise financeira da instituição.
Segundo o portal, os profissionais rejeitaram a proposta da administração que previa o parcelamento do benefício em três parcelas, com pagamentos previstos entre janeiro e março de 2026.
Ainda de acordo com o sindicato, a direção da Santa Casa alegou falta de recursos e informou aguardar um aporte de R$ 9 milhões do Governo do Estado, valor que, conforme o hospital, permitiria quitar cerca de 95% da folha. Diante da indefinição, a categoria decidiu manter a paralisação, garantindo apenas o efetivo mínimo de 30%.



