A Santa Casa de Campo Grande enviou um ofício à Prefeitura informando sobre a superlotação e a crise assistencial no hospital, que afeta principalmente os serviços de ortopedia e traumatologia. O documento, entregue na última quinta-feira (4), indica que mais de 150 pacientes aguardam cirurgias de urgência e emergência, incluindo pessoas internadas e outras na fila da Central de Regulação de Urgência e Emergência.
Segundo a instituição, a demora nas operações de traumas graves, fraturas complexas e lesões neurovasculares aumenta o risco de perda funcional, deformidades e complicações de saúde, podendo, em casos extremos, comprometer a vida dos pacientes. O hospital afirma ainda que os valores repassados pelo município não cobrem integralmente os custos de média e alta complexidade, gerando um déficit crônico que impacta diretamente na operação.
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A Santa Casa solicita à Prefeitura a recomposição financeira do contrato e alerta que, caso não haja resposta, adotará medidas administrativas e legais para conter a crise. Atualmente, o centro cirúrgico funciona em regime de contingência, priorizando casos de urgência e emergência. A Prefeitura ainda não se manifestou oficialmente sobre o ofício enviado.

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