Uma auditoria financeira apresentada pelo Governo de Mato Grosso do Sul à Justiça aponta que o passivo da Santa Casa de Campo Grande chegou a R$ 792,6 milhões em 2025, alta de 42% em relação aos R$ 555,7 milhões registrados em 2023. No mesmo período, os recursos públicos destinados ao atendimento pelo SUS aumentaram de R$ 344,6 milhões para R$ 438,7 milhões.
O levantamento também aponta crescimento de 155% nas despesas relacionadas a escritório, diretoria e taxas sem vínculo direto com o atendimento aos pacientes, que alcançaram R$ 198,1 milhões. Segundo os dados apresentados pelo Estado, esse montante correspondeu a cerca de 37% da arrecadação da instituição. A Santa Casa, por sua vez, busca na Justiça elevar o repasse mensal do convênio de R$ 32,7 milhões para R$ 45,9 milhões e cobra R$ 126 milhões referentes a valores retroativos.
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A situação financeira ocorre paralelamente às investigações da Operação Antidotum, deflagrada em setembro pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul para apurar suspeitas de fraudes em contratos da instituição. Após o afastamento da antiga direção, a Justiça determinou a retirada da Diretoria Corporativa e do Conselho de Administração e nomeou um gestor provisório para um período inicial de 180 dias, com a missão de reorganizar a administração e preservar a continuidade dos atendimentos.
Com informações do portal MídiaMax.



