CAMPO GRANDE
Impasse

Proposta de fim da jornada 6×1 avança no debate público e preocupa setor produtivo

© Marcelo Camargo / Agência Brasil

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A declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em pronunciamento no Dia do Trabalhador, apoiando a discussão sobre o fim da jornada 6×1 reacendeu um tema sensível entre trabalhadores, empresários e parlamentares. A proposta, apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), prevê a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas, com quatro ou cinco dias de expediente e dois de descanso. A mudança, que ainda está em fase inicial de tramitação, busca alterar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

Embora o governo tenha sinalizado abertura para diálogo com todos os setores da sociedade, o anúncio gerou reações de cautela por parte da indústria e do comércio, pontuou a reportagem publicada pelo portal Metrópoles. Um estudo da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) apontou que a medida, caso aprovada sem um aumento proporcional da produtividade, pode gerar impactos severos no mercado: até 18 milhões de empregos podem ser extintos e o Produto Interno Bruto pode sofrer retração de 16%, com perdas estimadas em R$ 2,9 trilhões no faturamento dos setores produtivos.

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Entidades como a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) defendem que a prioridade do país deveria ser o investimento em infraestrutura, capacitação profissional e desoneração da folha de pagamento — pilares considerados fundamentais para o aumento da produtividade e da competitividade nacional. No Congresso, o tema divide opiniões e deve enfrentar forte resistência de bancadas ligadas ao setor empresarial, que pedem um debate amplo e equilibrado, sem atropelos ideológicos.

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