O presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, instaurou lei marcial nesta terça-feira (3), suspendendo liberdades políticas, impondo censura à imprensa e mobilizando o Exército para conter o Legislativo, em meio a uma grave crise política. A decisão, classificada pela oposição como tentativa de golpe, gerou confrontos e resultou na aprovação de uma moção parlamentar declarando a medida ilegal.
Crise política e lei marcial
Yoon justificou o ato alegando ameaça das “forças comunistas” e necessidade de proteger a ordem constitucional. Apesar disso, até aliados criticaram a medida, considerando-a excessiva. No Parlamento, a oposição enfrentou restrições militares, mas conseguiu se reunir e votar contra a lei marcial.
Repressão militar e restrições civis
Com a lei em vigor, atividades políticas foram proibidas, a imprensa colocada sob controle militar, e as ruas da capital, Seul, tomadas por blindados e soldados. O chefe do Exército, general Park An-su, lidera o Comando de Lei Marcial, que anunciou a prisão de qualquer pessoa que descumpra as restrições.
Impactos econômicos e oposição fortalecida
A crise abalou a Bolsa de Seul, o won sul-coreano perdeu valor, e há dúvidas sobre a abertura dos mercados nesta quarta-feira (4). O líder da oposição, Lee Jae-myung, convocou a população para resistir, denunciando que o país está “governado por tanques e soldados”.
Reações internacionais
Os Estados Unidos, principais aliados da Coreia do Sul, acompanham a situação, enquanto cresce a tensão regional envolvendo a Coreia do Norte, China e Rússia.
A decisão de Yoon Suk-yeol marca um dos momentos mais críticos da política sul-coreana desde sua transição para a democracia em 1987, com reflexos tanto na estabilidade política quanto no cenário internacional.



