Milhares de usuários ficaram sem transporte coletivo em Campo Grande após o Consórcio Guaicurus atrasar salários e anunciar que não conseguirá pagar o 13º de mais de mil funcionários até sexta-feira (19/12). A empresa atribui o problema a um suposto déficit de caixa, o que motivou a paralisação total do serviço.
Diante do impasse, a prefeita Adriane Lopes (PP) afirmou que a Prefeitura não tem responsabilidade sobre o atraso e classificou a situação como resultado de má gestão do consórcio. Segundo ela, os repasses do Poder Público estão em dia e há registros públicos que comprovam a adimplência do município.
Em manifestação nas redes sociais, Adriane reforçou que motoristas e demais funcionários têm direito ao salário e ao 13º. “É um direito dos trabalhadores receber o seu salário, o décimo terceiro, e a prefeitura não pode ser responsável pela má gestão dos recursos desta empresa [Consórcio Guaicurus]”, disse.
Mesmo se posicionando a favor da categoria, a prefeita criticou a paralisação total do transporte. A Justiça do Trabalho determinou a circulação mínima de 70% da frota, com multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento. Ainda assim, o STTCU-CG decidiu manter a greve integral, alegando a falta de pagamento dos vencimentos de novembro e do 13º.
Para Adriane, a paralisação fere a decisão judicial. “Essa é uma greve abusiva. 70% do transporte deveria estar circulando na cidade, e como não está, é uma greve abusiva. E nós tomamos todas as medidas administrativas e judiciais para que o transporte volte a circular sem trazer prejuízo para cidade porque nós vamos cobrar a obrigação da empresa em prestar este serviço”, afirmou.
Audiência de conciliação
Cerca de 250 trabalhadores participam, nesta tarde, de audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região (TRT-24), no Parque dos Poderes. Funcionários criticaram a determinação judicial que exige a retomada parcial do serviço.



