A poluição hídrica é um problema crescente em Campo Grande, comprometendo a qualidade dos recursos naturais e a saúde da população. Em 2017, diversos córregos urbanos, como o Segredo, o Prosa e o Bandeira, apresentaram sinais de degradação devido ao despejo irregular de esgoto, ao descarte inadequado de resíduos sólidos e ao assoreamento.
Principais Causas da Poluição
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A expansão urbana desordenada e a falta de conscientização ambiental são fatores que contribuem significativamente para a poluição dos cursos d’água da cidade. Entre as principais causas, destacam-se:
• Lançamento irregular de esgoto: Apesar dos avanços no saneamento básico, ainda há pontos de despejo clandestino que comprometem a qualidade da água.
• Acúmulo de resíduos sólidos: O descarte inadequado de lixo urbano leva ao entupimento de bueiros e galerias pluviais, fazendo com que resíduos acabem nos córregos.
• Erosão e assoreamento: O desmatamento das margens dos córregos e o crescimento urbano desordenado aumentam a sedimentação dos leitos d’água, reduzindo sua profundidade e capacidade de vazão.
A Engenheira Ambiental Ariely Delagiustina destaca que esse cenário é reflexo de uma urbanização acelerada sem planejamento adequado. “A impermeabilização do solo urbano e a retirada da vegetação nativa nas áreas de nascente aumentam o escoamento superficial das águas pluviais, o que contribui para a erosão e o carreamento de sedimentos para os córregos. Sem medidas de controle, como a recuperação das áreas degradadas, esse processo tende a se intensificar.”
Impactos Ambientais e Sociais
A poluição hídrica afeta diretamente a fauna e a flora locais, além de representar um risco à saúde pública. O contato com água contaminada pode causar doenças, enquanto a redução da qualidade dos recursos hídricos compromete o abastecimento e aumenta os custos de tratamento.
Além disso, os efeitos dessa degradação vão além do meio ambiente. Ariely Delagiustina alerta para as consequências econômicas da poluição hídrica: “A qualidade da água tem impacto direto no desenvolvimento econômico da cidade, especialmente em setores como o turismo e a agropecuária. Se os recursos hídricos não forem preservados, haverá uma queda na disponibilidade de água limpa para diversos usos, o que pode gerar prejuízos financeiros e até sociais.”
Soluções e Perspectivas
Para mitigar os impactos da poluição hídrica, é essencial fortalecer políticas públicas voltadas ao saneamento básico, à recuperação de áreas degradadas e à educação ambiental. A implementação de sistemas mais eficientes de coleta e tratamento de esgoto, aliada a programas de reflorestamento e proteção das nascentes, pode contribuir significativamente para a melhoria da qualidade dos corpos d’água da cidade.
A Engenheira Ambiental também ressalta a importância da participação da sociedade nesse processo: “Não basta apenas que o poder público implemente medidas de preservação; é fundamental que a população se conscientize sobre o descarte correto de resíduos e a conservação das áreas verdes. Pequenas atitudes, como evitar jogar lixo nas ruas e denunciar despejos irregulares, fazem toda a diferença na proteção dos recursos hídricos.”
A preservação dos recursos hídricos de Campo Grande depende de um esforço conjunto entre governo, empresas e sociedade civil. Somente com ações coordenadas será possível garantir um ambiente mais saudável e sustentável para as futuras gerações.



