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Polícia conclui que morte de jovem em Cassilândia foi acidental e caso deixa estatística de feminicídios

Foto: Sejusp

A Polícia Civil concluiu que a morte de Letícia Ferreira Araújo, de 25 anos, ocorrida em 9 de agosto em Cassilândia, não foi um caso de feminicídio, mas um acidente de trânsito. O inquérito apontou que o atropelamento foi culposo, ou seja, sem intenção de matar, e a tipificação passou a ser de homicídio culposo na direção de veículo automotor. Com a mudança, o número de feminicídios registrados em Mato Grosso do Sul neste ano caiu de 36 para 35, segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

As investigações indicaram que o acidente ocorreu durante uma discussão entre Letícia e o marido, que conduzia o veículo. Testemunhas relataram que o carro atingiu a vítima e depois colidiu contra o muro de uma residência. O motorista foi preso em flagrante, mas alegou que a morte foi acidental. Ele obteve liberdade provisória em setembro, após decisão judicial que considerou não haver indícios de intencionalidade nem risco de reincidência.

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Inicialmente, a ausência de marcas de frenagem e relatos de vizinhos levaram a polícia a tratar o caso como feminicídio. No entanto, o laudo pericial concluiu que a dinâmica do acidente não caracterizava dolo. A reclassificação retirou o caso das estatísticas de feminicídios no estado, que agora totalizam 35 vítimas em 2025, conforme o Monitor da Violência Contra a Mulher da Sejusp.

As informações são do portal Enfoque MS.