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PF investiga prefeito eleito de Ladário por abastecimento de combustível em troca de votos

Foto: Reprodução

A Polícia Federal realizou na manhã desta quarta-feira (11) uma operação de busca e apreensão em dois endereços ligados ao prefeito eleito de Ladário, Munir Sadeq Ramunieh (PSDB). A ação, denominada Operação Tanque Cheio, teve como base uma denúncia de compra de votos durante as eleições de 2024, onde eleitores teriam sido beneficiados com abastecimento de combustíveis.

De acordo com a PF, os mandados foram cumpridos em Ladário e Corumbá, resultando na apreensão de mídias digitais, documentos e outros materiais relevantes à investigação. Todos os itens serão submetidos a análises periciais para identificar possíveis outros envolvidos na suposta rede criminosa.

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Defesa nega irregularidades

O advogado de Munir, Maarouf Fahd Maarouf, afirmou ao Jornal Midiamax que o prefeito eleito colaborou com as autoridades, entregando documentos que comprovariam a movimentação de abastecimentos nos dias mencionados na denúncia. “Foi uma denúncia de cunho eleitoral de um opositor. A polícia está fazendo seu trabalho, e Munir apresentou os comprovantes solicitados”, disse o advogado.

Histórico polêmico

Munir Sadeq Ramunieh, que foi eleito com 58% dos votos em outubro, já possui um histórico de investigações e acusações. Ele foi preso anteriormente por tráfico de pessoas e exploração de prostituição, além de ter sido denunciado por enriquecimento ilícito e envolvimento em esquemas de contrabando.

Em 2016, ele foi acusado pelo MPF (Ministério Público Federal) de participar de uma organização criminosa que causou prejuízos superiores a R$ 600 milhões aos cofres públicos por meio de sonegação tributária e exportações ilegais na fronteira com a Bolívia. A operação Vulcano, deflagrada em 2008, revelou a atuação de empresários, servidores públicos e despachantes no esquema.

Apesar dos processos e controvérsias, Munir deve assumir a Prefeitura de Ladário em 1º de janeiro de 2025, mas permanece sob investigação, com seu futuro político em cheque.

Fonte: Jornal Midiamax